Por: M. Angélica Reis, William Bauer, Rafael Mansano Martins e Maurício G. C. Emerenciano.

Publicado em 15/05/2020

 

 

 

Ao final de uma longa caminhada chegamos à última postagem da série #20Bioflocos, dedicada hoje aos aspectos da comercialização dos organismos produzidos em bioflocos. Etapas importantes como produção, venda e distribuição estão intimamente ligadas e devem estar em sincronia visando o correto destino  dos peixes e camarões. Questões técnico-econômicas devem ter respostas na ponta-da-língua, tais como: (i) qual o volume a ser produzido; (ii) frequência das despescas; (iii) tamanho/peso desejado e/ou de melhor custo-benefício; (iv) quem são os compradores e o preço de venda do produto; (v) vendas no varejo ou em maiores volumes retirados na fazenda; (vi) logística de entrega do varejo; (vii) forma de apresentação, entre outros.

 

O adequado manejo da produção é um ponto crucial pois refletirá nos custos de produção, e consequentemente na eficiência e lucratividade dos empreendimentos aquícolas. Os produtos podem ser destinados diretamente aos beneficiadores ou para um distribuidor, ator comumente observado na comercialização de camarões marinhos. Cada etapa “extra” adiciona custos ao produto. Neste sentido, o pequeno varejo com parceiros comerciais que auxiliem no processamento, na logística, rastreabilidade e distribuição, pode ser uma alternativa interessante, principalmente levando em consideração o alto investimento em estrutura de beneficiamento e logística de transporte. No caso dos produtos oriundos dos sistemas BFT, especialmente camarões produzidos longe da costa e perto de grandes centros consumidores, esta modalidade realça e agrega valor as características naturais do produto, ou seja, fresco, localmente produzido, com textura e sabor diferenciados (cientificamente já comprovados!).

 

Hoje podemos vislumbrar que a aquicultura passa por um processo de evolução similar ao que ocorreu há mais de 40 anos na avicultura brasileira. A produção era realizada com pouca tecnologia, onde os animais viviam soltos, com baixa performance e produtividade. Paulatinamente o processo de produção se modernizou com a adequação das unidades produtivas através de galpões fechados controlados automaticamente. O melhoramento genético atrelado ao desenvolvimento de vacinas, nutrição, aditivos e equipamentos específicos potencializaram o desempenho e a eficiência animal.  No entanto, “nem tudo são flores” e inevitavelmente esse novo modelo produtivo demanda maiores investimentos. No caso da aquicultura o caminho certamente será o mesmo, onde a intensificação e a sustentabilidade ambiental deverão andar lado a lado.

 

A nossa série #20Bioflocos chegou ao fim. Foram 20 postagens com conteúdo técnico com respaldo prático e científico, apresentando dicas e experiências da equipe Kona Blue por meio de uma linguagem simples e didática. Começando com a concepção do local, características da água, estruturas, equipamentos, monitoramento de parâmetros e manejo dos animais, até chegar à despesca e comercialização. Esperamos que tenham gostado e aproveitado esse material desenvolvido exclusivamente para aqueles que, como nós, são apaixonados  pela aquicultura.

Até a próxima!

 

 

 

Projetos técnicos? A Kona Blue elabora para você de maneira personalizada e completa! Nos escreva para saber mais sobre este serviço!

 

 

 

 

 

+55 (48) 9 9193-1313

|

contato@konablue.com.br